Software e Dados: parceiros estratégicos no crescimento de receita
Trabalhamos por vários anos com empresas que constroem sistemas. Sistemas para atendimento ao cliente, CRMs, call centers, gestão de facilities, pagamentos, faturamento. Todo tipo de sistema.
O software deles resolvia uma dor real e fragmentada que seus clientes tinham: as interações transacionais do dia a dia com seus usuários finais. Criaram interfaces organizadas com workflows que economizavam horas e horas de trabalho manual. Problemas reais, soluções reais.
Então por que a gente estava trabalhando com eles?
Eles não vendiam dados. Não vendiam dashboards. Vendiam software que resolvia uma dor transacional. O sistema era o produto. Os workflows eram a proposta de valor. O front-end era meticulosamente desenhado pra ajudar um analista financeiro a registrar informações de notas fiscais e acompanhar sua receita em dia.
Mas aqui está o que aprendemos, de novo e de novo, em múltiplos clientes.
O principal fator que ajudava a fechar vendas não era a funcionalidade mais nova. Não era a velocidade de preenchimento de formulários e processamento de workflows. Não era a interface elegante ou a experiência de uso fluida.
Eram os dashboards que vinham junto.
Gráficos e tabelas bem tradicionais, bem básicos. Às vezes só alguns números no topo. O bom e velho reporting. Nada chamativo. Nada inovador. Só dados, organizados e visíveis.
E isso gerava mais vendas sozinho do que o software.
Os clientes ficavam impressionados com o sistema. Precisavam dele. Ia resolver problemas reais nas operações do dia a dia. Mas a cereja do bolo, a coisa que fazia eles inclinarem pra frente na demo, eram os dashboards. Os gráficos. As tendências. E a famosa pergunta que toda pessoa nessa indústria já ouviu pelo menos uma vez:
“Dá pra exportar isso pro Excel?”
Às vezes o deal só fechava depois que o dashboard era apresentado. Não o workflow. Não a automação. O dashboard.
Pense nisso por um segundo.
Os Últimos a Saber
Mudanças no sistema. Novos campos. Novas funcionalidades. Novos workflows. O time de engenharia sobe pra produção. Produto comemora. Marketing atualiza o site.
E o time de dados que construiu os relatórios e dashboards, aqueles que são o principal motivo pelo qual os clientes decidiram comprar? Não foram envolvidos. Eram sempre os últimos a saber. Às vezes só descobriam quando algo quebrava. Gráficos mostrando números estranhos. Uma página de erro onde um relatório costumava estar.
O cliente liga pro customer success: “Onde eu consigo ver os dados da funcionalidade nova?”
Aí o time de dados é envolvido. “Ah, esquecemos de avisar. Tem novos campos e funcionalidades que vocês precisam incorporar.”
O principal motivo pelo qual seus clientes compram sua ferramenta. E você deixa o time que constrói isso saber por último.
E aí vem a pressão. Seja preciso. Acerte. Corrija. Rápido. Porque o cliente já pagou por isso.
Vimos isso acontecer em empresa atrás de empresa. Trabalhamos em algumas delas. Ajudamos a construir a fundação, a modelagem de dados, os dashboards. E mesmo enquanto corríamos contra o relógio pra incorporar as últimas mudanças, a próxima funcionalidade já estava sendo lançada. E o time de produto não queria esperar.
Débito Técnico
E eu nem mencionei a outra parte.
A parte onde o time de dados tem que corrigir na camada de reporting o que o software não conseguiu fazer. Preencher lacunas nos números. Criar fluxos de dados que calculam métricas na hora porque o time de engenharia que teve todo o tempo do mundo pra construir e lançar uma funcionalidade não acertou o modelo de dados. Não falaram com o time de dados antes de lançar. Não pensaram em como os números ficariam downstream.
Então o time de dados vira a equipe de limpeza. Remendando lógica. Reconciliando divergências. Garantindo que o dashboard ainda conta uma história que faz sentido, mesmo quando o sistema por baixo mudou da noite pro dia sem aviso.
Isso acontece em centenas de empresas. Conhecemos algumas. Trabalhamos em algumas delas. O padrão é sempre o mesmo.
Pressão Versus Valor
Essa é a verdadeira razão pela qual o time de dados é simultaneamente o grupo mais valioso da sua organização e o mais quebrado.
Não porque os desafios são impossíveis. Não porque as ferramentas não são boas o suficiente. Não porque as pessoas não são talentosas.
Porque o time de dados é tratado como centro de custo. Uma fila de tickets. Um time que é incluído depois que as decisões foram tomadas, depois que as funcionalidades foram lançadas, depois que o cliente já está fazendo perguntas que ninguém preparou ninguém pra responder.
Eles não são envolvidos nas conversas. Não fazem parte do planejamento de funcionalidades. Não estão na sala quando os lançamentos são definidos. São os últimos a saber.
E a pressão é implacável. Porque o cliente não comprou o software pelo software.
Comprou pelos números.
Irônico, não?
A Solução
Aqui na DexHub, conhecemos essas dores. Passamos por todas elas.
Depois de anos vendo esse padrão se repetir, podemos dizer com certeza: você só vai ter sucesso nesse caminho quando tratar seu time de dados como um ativo VALIOSO. Não um service desk. Não uma equipe de limpeza. Um ativo.
1. Traga o time de dados pra conversa mais cedo.
Construam mockups juntos. Testem juntos. Coloquem engenheiros de software e engenheiros de dados na mesma sala antes de uma única linha de código ir pro ar.
Façam as perguntas que importam: depois que essa transação chegar nessa tabela, o que acontece com os relacionamentos que o cliente espera ver no dashboard?
Cada nova funcionalidade precisa estar alinhada com a história que seus relatórios já contam.
2. Time de dados não é centro de custo.
Até a sua empresa parar de tratar o time de dados como centro de custo e fila de tickets, vocês vão carregar débito técnico que é corrigido na correria.
Vocês vão ter alta rotatividade. Ninguém quer trabalhar sob a pressão de entregar o principal motivo pelo qual clientes compram seu produto sem nunca receber o crédito por isso.
Ou, no mínimo, ser envolvido no começo de cada conversa.
3. Funcionalidades novas versus manutenção.
Vocês precisam separar o trabalho de novas funcionalidades do suporte. Não pode ser o mesmo time.
Seu time de dados trabalhando em funcionalidades novas deveria estar entregando lado a lado com customer success e engenharia de software. Juntos.
Um time de suporte separado deveria cuidar do que já está em produção, mantendo os números que já geram resultados reais confiáveis e precisos.
A gente pode ajudar com isso.
Seu time de dados já é um dos maiores geradores de receita da sua empresa. A maioria das organizações só ainda não percebeu.
Imagine o que acontece quando você começa a tratar assim.
Fale com a gente sobre seu desafio com dados
Ajudamos você a separar o trabalho de funcionalidades novas do suporte, construindo produtos de analytics confiáveis que geram resultados reais.